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Atenção, empresários: a falta de planejamento tributário pode custar a sobrevivência da sua empresa

A recente publicação da Resolução CGSN nº 186/2026 acende um alerta importante para micro e pequenas empresas em todo o país. Mais do que cumprir prazos ou formalizar opções no sistema, o momento exige algo que muitos ainda negligenciam: planejamento tributário estratégico.

A escolha pelo Simples Nacional para 2027 — ou até mesmo a adesão ao regime regular de apuração do IBS e da CBS durante o período de transição da Reforma Tributária — não é uma decisão meramente operacional. Trata-se de uma definição que pode impactar diretamente o fluxo de caixa, a carga tributária e, em casos mais extremos, a própria viabilidade do negócio.

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E aqui está um ponto crítico que precisa ser dito com clareza: quem operacionaliza essas escolhas, na prática, são os contadores das empresas. No entanto, é preciso reconhecer uma realidade desconfortável — grande parte dos profissionais ainda não está plenamente preparada para conduzir um planejamento tributário aprofundado diante das mudanças estruturais trazidas pela reforma.

Isso não significa desmerecer a contabilidade, mas sim destacar uma lacuna entre a rotina operacional e a complexidade estratégica que o novo cenário exige. O sistema tributário brasileiro está passando por uma transformação significativa, e decisões que antes eram quase automáticas agora demandam análise técnica, simulações e visão de longo prazo.

O problema é que muitos empresários ainda tratam essas escolhas como um simples “deixar com o contador”. Esse comportamento pode ser perigoso. Sem uma análise criteriosa, a opção equivocada entre regimes pode resultar em aumento de carga tributária, perda de competitividade e até comprometimento financeiro do negócio.

Em outras palavras: uma decisão mal planejada hoje pode, sim, quebrar a sua empresa amanhã.

Por isso, o alerta é direto: não delegue cegamente. Participe. Questione. Exija cenários comparativos. Busque profissionais que atuem de forma consultiva, e não apenas operacional.

O segundo semestre de 2026 será decisivo. As escolhas feitas nesse período terão reflexos concretos já a partir de janeiro de 2027. E, diante da coexistência entre o Simples Nacional e os novos tributos sobre o consumo, o nível de complexidade será maior do que nunca.

Planejamento tributário deixou de ser diferencial. Agora, é questão de sobrevivência.

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